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Brevemente - Grande Entrevista a José Carlos Bravo Nico
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18:25 0 comentários

Estudante da UE sente terramoto de L’Aquila


Soraia Carmo é estudante do segundo ano do curso de história na Universidade de Évora, estando neste momento a estudar em Itália na Universitá Della Tuscia, ao abrigo do Programa Erasmus.
O UE’Spírito entrou em contacto com esta estudante portuguesa que com simpatia respondeu às nossas questões.
Neste momento, Soraia Carmo reside em Viterbo, localidade situada a cerca de 100 km de L’Aquila, povoação que na madrugada de 6 de Abril foi completamente dizimada por um violento terramoto.
Nessa madrugada, Soraia Carmo dormia tranquilamente quando foi acordada por um abalo violentíssimo. Diz a entrevistada que “O terramoto mais intenso viveu-se com medo. Posso dizer que se viveram momentos de muito medo, porque sentir a casa a abanar, sabendo que é algo que não se pode controlar mete muito respeito”.
O day after de Soraia Carmo e, imagina-se dos demais estudantes portugueses a residir naquela zona de Itália foi de permanente contacto com Portugal. “O telefone não parou de tocar e a caixa de
email encheu-se, tal não era a preocupação sentida pelos familiares e pelos amigos”- referiu a estudante. Esse dia, foi também uma jornada de reflexão para Soraia que confidenciou “pensei que se o epicentro do terramoto tivesse sido 100 km ao lado, eu teria sido uma das vítimas e essa ideia não me agrada muito”.
Esta estudante contou ainda ao nosso jornal que “as réplicas têm-se feito sentir. Tem sido pelo menos uma por dia. Inclusive, no dia a seguir ao grande terramoto, verificou-se uma forte réplica, por volta das 19:40. Não durou mais de 5/6 segundos, mas na altura pareceu uma eternidade, tal não foi a intensidade do abalo.
Soraia fez também uma radiografia ao estado de alma italiano. "Vivem-se momentos de dor e luto, contudo, as pessoas tendem a seguir as suas vidas. Esta calamidade revelou também a generosidade italiana. Fiquei fascinada com a bondade com que estas pessoas se movem para ajudar no que for necessário" – rematou Soraia Carmo.

João Barnabé
10:10 0 comentários

"Desejamos incentivar a produção das bandas nacionais"


O UE' Spirito esteve à conversa com Luís Barata, coordenador do SAFA da AAUÉ, que nos falou abertamente sobre o concurso de bandas, a realizar a 12 de Março.
Luís Barata confidenciou " estou expectante em relação ao número de bandas que irão participar no concurso. Quantas mais bandas enviarem as suas maquetes, maior qualidade terá o evento, pois serão seleccionadas as melhores bandas. Com o concurso de bandas pretendemos estimular a criatividade musical e artística dos jovens e dar oportunidade de estes mostrarem o seu trabalho. Por outro lado, desejamos incentivar a produção de bandas nacionais, entusiasmar e motivar aqueles que têm maiores qualidades musicais a apostar no seu valor, tentando sempre que surjam mais projectos musicais ano após ano."
O referido declarou ainda que "já estão inscritas cinco bandas, tendo sido alargado o prazo de entrega das maquetes, até dia 3 de Março.
É de referir que o juri do concurso de bandas será composto por um elemento da AAUE, um membro da Câmara Municipal de Évora, um representante de uma editora, um membro da produção da Queima das Fitas, um representante do Conselho Municipal da Juventude, um representante de uma rádio local e um representante de um jornal.
16:27 0 comentários

Aluna da UE ganha prestigiado prémio de Design


Apesar do facto ter ocorrido no passado ano lectivo, o nosso jornal não quis deixar de lado um acontecimento que veio prestigiar a nossa Universidade e, em concreto, uma aluna do curso de Design: Inês Coelho, 19 anos, natural de Montemor-o-Novo, que venceu o concurso “Projectar em Mármore para o Habitat” promovido pelo Centro Tecnológico para o Aproveitamento e Valorização das Rochas Ornamentais e Industriais e Empresas da Zona dos Mármores (CEVALOR) e pelo Centro Português do Design. Um facto quase impensável para quem apenas estava no primeiro ano de licenciatura porém, Inês Coelho conseguiu destacar-se neste concurso, que foi promovido a nível nacional e que contou com 61 participantes, muitos deles já no 3º ano de licenciatura. Inês Coelho com o projecto “Lavatório” e o seu colega de curso Paulo Marques com o projecto “Pulse – Sistema Modular” foram 2 dos 7 finalistas do concurso, que tinha como fim impulsionar futuros profissionais da área a utilizarem os recursos naturais nos seus trabalhos, em concreto a pedra natural do mármore. Foi em Junho de 2008 que o CEVALOR divulgou os trabalhos finalistas que resultaram deste concurso, promovendo uma exposição com os mesmos, na localidade de Borba, tendo sido mais uma maneira conseguida de divulgar esta matéria-prima da região Alentejo, que provou que consegue ser bonita , manuseável e funcional.
Segue-se uma entrevista com Inês Coelho.

UE’ Spirito -
Como nasceu o gosto pelo Design na tua vida?
Inês Coelho - Frequentei o curso de Artes Visuais na Escola Gabriel Pereira, onde a professora de Desenho, que é Designer, nos despertou o interesse pelo Design Gráfico, sendo que só mais tarde, já na Universidade, travei conhecimento com o Design Industrial, pois o curso congratula as duas vertentes.
UE’ Spirito - Como tiveste conhecimento do concurso?
I.C. - O concurso surgiu no âmbito da cadeira Design I, leccionada pelos professores Inês Secca Ruiva e Paulo Parra, que acharam que o regulamento do concurso se adaptava à cadeira mencionada e, como tal, toda a turma foi receptiva à participação nesta iniciativa.
UE’ Spirito – Sendo objectivo central do concurso divulgar o mármore como matéria-prima plástica, encontras-te algum entrave à execução do projecto?
I. C. – Sim, nomeadamente a rigidez da pedra natural, tendo de conseguir de uma forma orgânica que a peça perdesse volume e ganhasse leveza.
UE’ Spirito – Como surgiu a ideia para o projecto premiado?
I. C. – Através de vários de vários esboços encontrei uma forma que me permitiu dar à peça funcionalidade e beleza, que são os princípios centrais do Design Industrial.
UE’ Spirito – Ao que decidis-te dar mais importância? À beleza ou à funcionalidade?
I. C. – Tentei conciliar as duas coisas. Aliás, tentei ir mais além, porque procurei inserir numa única peça três funcionalidades: lavatório, saboneteira e toalheiro.
UE’ Spirito – Com este prémio dignificas-te a nossa Universidade e, em particular, o curso que frequentas. Que portas se abrirão com esta distinção?
I.C. – Para além disso tudo, que foi bastante importante, e que só foi possível com o apoio dos meus professores e técnicos de escultura, ganhei experiência e visibilidade que, me abrirão outras portas no futuro. Foi também um estímulo para continuar o meu, ainda, pequeno percurso enquanto designer.
UE’ Spirito – Depois deste pequeno grande passo, que te vai dar a oportunidade de realizares um estágio no fim do curso, com a duração de nove meses no CEVALOR, que mais sonhas pensas alcançar no futuro?
I.C. – Primeiro que tudo conseguir produzir esta peça e, depois, produzir muitas mais.

Vera Picanço